E foi assim: um dia ela abriu a janela e descobriu que apesar das coisas feias, muita coisa boa a cercava e ninguém poderia cobrar por aquelas coisas boas, pois são coisas que não se guardam em caixas.
Então, ela parou de ter medo, pois descobriu que ter medo não adiantava. Ela abraçou o invisível e contornou o vento com a ponta dos dedos e resolveu que nunca mais iria chorar e que seu sorriso não se estendesse aos lábios, pelo menos seria um grande sorriso interno.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
New Year
Todo final de ano me vem essa euforia sem sentido, toda essa bobagem de recomeço se entranha na minha mente: "dessa vez eu vou fazer tudo certo!" - yeah, até parece. Até o primeiro tropeço faz sentido acreditar nisso, faz bem. Bem maior, contudo, faz ser consciente de que não é e nunca será assim. Nunca será 100% perfeito, ainda assim relevar os tropeços e fazer o ano novo melhor-mais sábio-e-coerente que o anterior é possível.
Se não esperarmos pela mudança, espararemos pelo quê? Quem sabe o mundo se transforme naquilo que a gente quer, ou aquela pessoa que faz do dia algo que vale a pena apareça, a epifania brilhe aos seus olhos? Quem sabe o vento muda? Quem sabe dessa vez eu ande com a graça de quem carrega nos ombros a felicidade?
100% não existe, mas não custa tentar chegar lá, certo?
Se não esperarmos pela mudança, espararemos pelo quê? Quem sabe o mundo se transforme naquilo que a gente quer, ou aquela pessoa que faz do dia algo que vale a pena apareça, a epifania brilhe aos seus olhos? Quem sabe o vento muda? Quem sabe dessa vez eu ande com a graça de quem carrega nos ombros a felicidade?
100% não existe, mas não custa tentar chegar lá, certo?
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Oscar Wilde disse que só os jovens sabiam de tudo. Então, eu nunca fui jovem, eu nunca soube de quase nada. Tenho poucas axiomas, muitas teorias e outras tantas angústias. Eu nunca fui de dizer nada com certeza, duvidava até que dois mais dois eram 4, mesmo sabendo que assim o era. Verdades pelas quais não boto a mão no fogo. Duvidava da memória, ainda duvido, duvidava de sentimentos, duvidava que verde é verde e que vermelho é vermelho. E eu continuo duvidando, duvido até se vou achar uma conclusão boa para este texto...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Eu não gosto da noite, ela é tediosa, preguiçosa, pede que nossos olhos se fechem e o escuro fica ainda maior. Então o medo envolve minhas costas e não há nada que vá me fazer bem maior do que uma simples distração.
Eu não gosto da noite, mas eu nunca deixo as janelas abertas de dia, eu não quero a luz do dia. Não sei o que eu quero. Mas eu, definitivamente, não quero a noite.
Eu não gosto da noite, mas eu nunca deixo as janelas abertas de dia, eu não quero a luz do dia. Não sei o que eu quero. Mas eu, definitivamente, não quero a noite.
domingo, 30 de novembro de 2008
Tua voz sibilando as mais lindas canções, ecoando e expandindo sentimentos que nunca adormecem, o motivo da minha inquietação e da saudade que eu preciso, do verbo sentir, tudo o que eu quero ouvir.
Seus olhos de perigo, de aviso, atraentes, inexoravelmente você, falam mais que sua boca, dizem tudo o que eu preciso saber.
Nada mais importa muito...
Nada importa. E deveria?
Seus olhos de perigo, de aviso, atraentes, inexoravelmente você, falam mais que sua boca, dizem tudo o que eu preciso saber.
Nada mais importa muito...
Nada importa. E deveria?
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