E foi assim: um dia ela abriu a janela e descobriu que apesar das coisas feias, muita coisa boa a cercava e ninguém poderia cobrar por aquelas coisas boas, pois são coisas que não se guardam em caixas.
Então, ela parou de ter medo, pois descobriu que ter medo não adiantava. Ela abraçou o invisível e contornou o vento com a ponta dos dedos e resolveu que nunca mais iria chorar e que seu sorriso não se estendesse aos lábios, pelo menos seria um grande sorriso interno.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
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