quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Se meu coração não é mais seu, se o peito está cheio de esperança e êxtase, por que, afinal, ainda há uma vontade meio insensata e meio controlada de chorar? É saudade, é nostalgia, o que há? Serão as palavras que ainda querem revelar a verdade, mesmo a verdade sendo outra agora? Ah, eu não sei. Gostaria mesmo de saber, poém minha pergntas lançadas ao Nada nunca vêm com respostas... Quem seria confiável como o Nada, mas saberia de tudo?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eu lutei contra as palavras que engasgavam na garganta, eu as engoli e doeu. A dor na garganta persistiu por muito tempo, até que eu achei um modo de dar sentido as palavras e dizer sem dizer o que elas queriam delatar... Bem, aqui está!
E meus olhos doem pelas lágrimas que eunão quero derramar.E meus tímpanos doem pelas músicas que eu escuto evitando pensar.E minha língua amarga pelo beijo que eu deixei de te roubar. E minha pele não tocapela sensação que euquero sempre guardar.
O violino toca a tristeza, ele e uma alma se encontraram, aí resolveram conversar. Vendo que estavam repletos do mesmo sentimento, juntaram-se para formar um grupo de apoio singular. O violino toca a tristeza e a alma inventou uma letra para acompanhar. E mesmo empolgados pot terem criado uma música linda, violino e alma continuam tristes. Sua música nunca toca quem queria tocar.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Hoje eu me senti grata, eu perdi tudo quando te vi partir e não ligar, mesmo assim a vida é bela, a vida continua, cada célula do nosso corpo nos impulsiona para isso: viver. E eu vivo, eu vivo quando o vento perturba as copas das árvores e quando as nuvens avançam, quando eu lembro do som do mar, ou quando eu escuto alguém que ainda arranca um sorriso meu. Nem você pode tirar isso de mim... Porque tudo o que eu sou, a essência da beleza na simplicidade está aqui dentro de mim.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

De que adianta minha mente me aproximar de você, se o tempo nos separa? Os segundos me doem mais, eles vão levando meus momentos com você para tempos mais remotos. Hipérboles viram eufemismos quando tentam descrever o que eu senti por você. Se fosse suficiente sussurrar, mas eu queria demonstrar. O real ganha formas confusas, o céu se ilumina para rir de mim. E a ironia é chata demais. É quase insuportável a falta do seu peito, era confortável estar ali. E eu sempre serei a menina que te ama. Sinceramente, é bobagem e se me falta coragem não é culpa sua, não é culpa sua. Você fez tudo ficar tão difícil quando se foi, não que fosse fácil te ter por perto. Eu começo a achar que meu desassossego é diversão para você.
Baby, it was hard
you and me apart
enough to cry.
A gente reinventa, retalha, costura, capítula. Um sentimento tem o poder de manter nossa cabeça embaixo d'água e conseguir respirar, mas eu prefiro o oxigênio da superfície.
Eu deixei as palavras jogadas por aí , um monte de abstrato, mas elas se rearrumaram e mostraram o que eu calei de forma muito concreta. E é difícil não chorar com palavras duras, endireitando o que era torto, tirando o resto do sentimento do peito.
Você não me amou de modo algum. Essa é a verdade, e é cruel. Aceitar é o primeiro passo para seguir em frente sem cambalear, eu fico repetindo isso para mim mesma. Não tente fingir, nem achar possibilidades. A verdade está embaixo do nariz, mergulho nesse fluxo de pensamentos e chego a nascente totalmente limpa.
Quem ama faz questão de estar perto. Você não se esforçou para me manter em sua vida. Seu 'até mais' pareceu mais um 'adeus'. Talvez se nós tivéssemos mais tempo, ah, mas o tempo não nos quis juntos, e não adianta nada correr contra o tempo, tentar voltar o relógio.
Meu coração se quebrou, o seu me enganou e a dor juntou os pedaços que estavam moídos no chão. Eu percebi que meu 'até mais' virou um 'adeus' também. Se um dia seu 'adeus' virar um 'oi', então tente seguir em frente depois da minha polida despedida.

Aprendendo a viver

Lição nº2

Não importa o quanto você acha uma coisa legal agora, daqui a alguns anos, você vai achar essa coisa ridícula (não chata, mas ridícula)

Palavras

É tão difícil escrever. A sinceridade está dentro do peito e não quer alcançar a ponta da caneta. Eu só estava pensando, a gente sempre pensa que vai ter mais tempo com as pessoas que nos cercam. Um dia mais, um momento mais. É tão decepcionante ver que o momento a mais é o último. O momento a mais ficou no passado.Talvez eu não seja assim tão boa em deixar ir... Eu não me culpo, eu culpo as pessoas. Não "as pessoas", mas AS pessoas. Aquelas arrebatadoras que dão um pulo para dentro do nosso coração, elas adentram e se aninham lá tão sorrateiramente que você não pode fazer nada mais além de admirá-las pela esperteza. Ah, e zangar-se, pois elas ignoraram totalmente o aviso de "NÃO ENTRE" que você pendurou na entrada! Então, se você não é bom em discursos, como eu, você tenta escrever algumas frases deselegantes para acariciá-las. Contudo, não, o vocabulário é néscio demais. Não há palavras suficientes. Palavras não são sentimentos! Mas eu espero que elas saibam, do fundo do coração, eu espero que elas sintam... que eu lembro delas o tempo todo e que meu sentimento por elas não mudou.
Mas eu não posso evitar isso: imagino se você em algum momento sentiu falta; se alguma vez você pensou duas vezes; se você falou sério em algum momento; se eu tivesse te beijado, você correria?
Não importa o quanto você queira, um sentimento não se evapora simplesmente. Ele se entranha, dá voltas, nos enrola, finge que se foi e depois volta, com menos intensidade, mas sempre volta!
Ah, eu só espero pelo dia em que esse sentimento for e voltar tão fraquinho, tão fraquinho que os braços dele não conseguirão abarcar meu coração.
Nesse dia sim, vou dar saltinhos, olhar sua foto e não vai doer. A saudade não vai machucar... E quando eu não ficar mais esperando falar contigo, aí talvez eu te encontre e vai ser legal em vez de um suplício manter contato através de uma tela.
O bom é que eu sinto que esse dia está próximo. Ontem mesmo, o sentimento me enganou e passeou, voltou de noite e nem me fez chorar...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

De Everwood para a alma

Você estava sempre pensando em mim, esperando que eu estivesse bem. Eu estava pensando em 'nós'.