sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Meu amigo, eu não entendo, por que você quis que eu sentisse tudo isso? Eu agora sou tão humana, tão humana que não consigo mascarar minha dor nem outro sentimento qualquer. Eu era feliz, achava que tinha esquecido meu coração em alguma esquina. Fui tola! O coração só estava adormecido, aí veio um rapaz de olhos gentis e o acordou, mas ele não tinha planos futuros para nós e eu não quero desperdiçar meu tempo numa coisa sem futuro. Esse sentimento não tem futuro, mas tem um passado que incomoda e enquanto eu colho razões para ser feliz e canto cantigas de ninar para ver se o coração tira um cochilo, o coração teima em bater alto, atrás das minhas orelhas o som é pertubador. Eu estou realmente viva, sem ele. E isso era difícil de imaginar, mas é verdade, e se eu estou viva e -com sorte- tiver muitos dias pela frente eu tenho que escolher um rumo, contudo fica difícil ver o que eu quero fazer, além de colocar o passado numa caixa... Dorme coração, me deixa pensar!

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